O DESENHO DA CRIANÇA COMO EXPRESSÃO DE CULTURA. Educação Infantil


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PARA ALÉM DO PAPEL: O DESENHO DAS CRIANÇAS COMO EXPRESSÃO DE CULTURA
A Situação-problema
O desenho infantil é uma das linguagens mais próximas da criança. Através do desenho ela representa seu pensamento, procurando compreender as relações, os fenômenos, as pessoas.
Entretanto, ao observar as paredes da escola, especialmente no ano de 2008, percebemos o quanto ainda era necessário refletir sobre o desenho da criança enquanto linguagem e pensamento. O que se encontrava era uma atividade em si mesma ou apoiada numa concepção que considerava a cópia como estratégia.
Desenhos mimeografados, prontos ou para serem copiados, pintados de forma homogênea, tirando da criança o que ela poderia fazer de melhor – criar, imaginar, representar, dar-se a conhecer e conhecer através de seus traçados. Diante desta percepção o desafio se colocava: Como colaborar para que as professoras compreendessem o desenho como linguagem, ampliando as possibilidades de seu uso, de forma significativa e desafiadora?
O Histórico
No ano de 2008, quase dois terços do grupo de professoras em Jornada Especial de Formação (JEIF) avançou numa reflexão de que a utilização dos espaços na EMEI não refletia um ambiente ocupado por crianças, avaliando que o mesmo se dava nas salas de aula. Desenhos estereotipados ou mimeografados eram considerados válidos como produção das crianças. Outro dado que nos chamava atenção é que as produções das crianças não estavam presentes nas representações visuais da escola. Esse fato nos incomodava e motivou o início de um trabalho de formação focado na leitura dos textos “Registros e Paredes” de Meire Festa, e “A organização dos espaços na Educação Infantil” de Lina Iglesias Fornero, os quais permitiram discutir com as professoras a respeito da ocupação do espaço físico da escola. Os textos eram intrigantes pelo seu conteúdo, e “um passeio” pela escola (com a finalidade de tentarmos identificar, no pátio externo e interno e no corredor das salas de aula, o que temos “olhado, mas não temos visto” ao longo do tempo em que estamos nesta escola) mostrou-nos o que diariamente era olhado sem ser visto!
Naquele ano, as professoras detectaram que a escola estava vazia de “coisas de criança” e que a pintura nas paredes internas, com personagens de Walt Disney, e outros desenhos estereotipados no corredor das salas datavam de pelo menos 20 anos, de acordo com as primeiras professoras da escola. As demais eram da década de 1990.
Entendemos que algo poderia ser feito e, então, consultamos prestadores de serviço com a intenção de substituir os desenhos estereotipados por uma coletânea de desenhos realizados pelas crianças durante o ano de 2008, em diferentes estágios.
Para dar início à modificação do espaço interno, uma boa pintura na escola poderia ser o ponto de partida para a instalação de um novo ambiente bem como a substituição do mobiliário das crianças por outro, de tamanho mais adequado.
Conseguimos a pintura, que foi realizada pela própria Prefeitura, e em seguida a nossa tão sonhada “faixa decorativa” por toda escola.
Logramos sucesso naquela empreita, tendo em vista que as professoras se orgulham das representações gráficas que hoje estão nas paredes de nossa escola. Estamos falando da reprodução cuidadosa de desenhos elaborados pelas crianças, que hoje colorem os corredores das salas, do pátio interno e da área onde fica o parque e as “quadrinhas”.
Costumo dizer que estamos num processo de mudança e de reflexão sobre o significado da infância em nossos dias, apesar de já estarmos lidando com crianças pequenininhas há tanto tempo! Este processo precisa acontecer de “dentro para fora” e a decisão de ilustrar, naquele ano, primeiro as paredes internas não foi por acaso.
Acredito que estamos num caminho no qual concebemos a criança como sujeito de direitos, sujeito ativo no processo de aprendizagem, protagonista de seu percurso criador, de tal modo que assumimos o compromisso de colocar luz em suas produções, em suas aprendizagens e em suas experimentações.
Entendemos seus desenhos como imagens de alguém competente para produzir conhecimentos, que sabe muito e pode contribuir e aprender nas diversas interações. Está claro para nós que são os desenhos das crianças que queremos ver ilustrando os murais e paredes de nossa escola.
Deste modo, no ano de 2010 aproveitamos a ideia do Concurso de Desenhos da Prefeitura para reunir e selecionar os desenhos das crianças. Mesmo conhecendo a crítica feita a Mario de Andrade pelo concurso de desenhos realizado em 1937, ousamos também utilizar o mesmo recurso para expor os desenhos das crianças para além dos muros: eles agora compõem a Galeria de Arte das Crianças, nome sugerido pelo prestador do serviço de pintura e aceito pelos profissionais da EMEI, que se estende tanto pelo muro da Avenida Inajar de Souza quanto pelo da Rua Félix Alves Pereira. Os desenhos foram escolhidos pelas crianças através de um processo eletivo com a professora da classe.
Definindo objetivos
Tendo em vista nosso dese…

Fonte:
O DESENHO DA CRIANÇA COMO EXPRESSÃO DE CULTURA

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